domingo, 7 de agosto de 2011

...coração de observador...

Quem sou eu? Serei apenas mais um alguém sem território? Nômade da cidade, do pensamento, do comportamento e da vida...?
Olho para as pessoas que passam pelas calçadas e não me sinto igual a elas... Porque elas carregam consigo preconceitos que não partilho, conceitos que considero ultrapassados, paixões que mais parecem aberrações aos meus olhos desencantados, palavras, gestos e posições tão estranhamente estranhas para meu pensamento voador...
Então, olho para os personagens do circo da filosofia... corações de artistas, compassos de música, amantes de Nietzsche, rebeldes sem lei, loucos revelados, bêbados de Baudelaire, dogmáticos da liberdade...
Não, não sou uma deles tampouco. E nunca poderei sê-lo... 
Então quem sou? Sou um monstro velado? Não sei... Às vezes me sinto um urso polar solitário, vagando entre os vivos e tomando de cada um o que tem de melhor... E depois indo embora quando se cansa (porque sempre me canso!), quando se enfada (porque sempre me enfado!) ou simplesmente quando relembra que esse não é (ainda) seu porto... Era só mais um ponto e de partida...

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