segunda-feira, 5 de julho de 2010

Para cuidar do seu amor


Entendo o amor como uma planta…
Para nascer em nosso jardim, uma planta não necessariamente precisa de nossos esforços, de intencionalidade. Pode que a plantemos, mas, geralmente, o pólen viaja pelos ventos e ao encontrar terra boa, germina. É a mágica da vida. Mas para que a planta vingue, aí sim, é necessário que cuidemos dela.
O amor nasce do mesmo jeito. Dois corações circulam pelo vento; semente e terra que se encontram e se envolvem. Não precisam fazer nada. Apenas se apaixonam. Sem plano, sem perspectiva. Apenas acontece. É a mágica do amor… Mas para mantê-lo, o jardineiro terá que tomar os devidos cuidados para que a planta não pereça.
Uma planta precisa de água. Se não colocamos na quantidade e periodicidade corretas, ela secará; mas, se colocamos em excesso, a terra ficará encharcada e as raízes apodrecerão…
Entendo a água como o carinho. É o carinho que rega a relação. Sem carinho, a semente do amor plantada no coração do outro secará. Mas, se o carinho for excessivo, por certo a outra pessoa acabará se afogando nele e a semente de amor apodrecerá.
Uma planta precisa de terra e adubo que fixarão as raízes e permitirão que a planta se desenvolva e dê frutos.
Entendo a terra e o adubo como a confiança. É na confiança que o amor fixa suas raizes. Se o amor for muito aerado, ou seja, se a pessoa simplesmente não dá sinais que se importa, a outra se sentirá pouco valorizada, pouco amada; entretanto, se o amor for muito compacto, se a pessoa prende em demasia o outro com seus ciúmes, por certo ele sufocará juntamente com o amor que sentia.
Por fim, uma planta precisa de sol. É o sol quem lhe propiciará a fotossíntese. Sem ele, a planta não reproduz e não lança novas sementes ao vento. Mas temos que tomar o cuidado de não lhe expor demais; em excesso, o sol queimará as folhas da plantinha.
Para mim, o sol é atenção. É ela que aquece as relações. Na ausência, esfria; mas em excesso, queima.
Mas, aos meus olhos, o que mais assemelha planta e amor é o fato de que para ter um ou outro em nossas vidas, devemos efetivamente desejar isso para nós. Se lançamos sementes de amor em corações secos, só colheremos morte. Amor e planta demandam cuidados; sem o desejo prévio, cuidaremos do amor e da planta de qualquer jeito... E ambos acabarão por perecer...


E vale lembrar: se uma planta morre, não há mais nada que se possa fazer. O jeito é arrancar os galhos secos,  jogar fora e começar tudo de novo. Lembrando também que se havia um pé de café numa terra e ele morreu, plante qualquer outra coisa, menos café novamente. Essa terra  já não serve para café. 

Um amor só pode estar no peito de uma pessoa uma vez. Se ele está lá, cuide! Se ele morrer, desista. Esqueça e siga em frente. Procure novas plantas. Procure novas terras. E na hora de escolher, lembre: exitem plantas mais delicadas, outras nem tanto. Pense no que deseja e voe, semente!