segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Anti-amor.


Esqueça meu nome, meu endereço e telefone. Esqueça meu rosto, meu sorriso, minha voz. Esqueça de mim, por favor, esqueça. Não se sinta constrangido se passar por mim na rua e não me cumprimentar. Na verdade, eu até agradeceria se o fizesse, porque também não falarei com você.

Eu quero desaparecer da sua agenda, da sua memória e da sua vida. Não me lembre do seu aniversário, não me chame para sua festa, não ponha meu nome na lista de confraternização. Não quero participar de nada, não quero nada, só quero sumir, virar sombra, verbo no passado, lembrança perdida, silêncio. Eu quero ser passado; me deixe ser passado! Mas passado distante; aquele já perdido no recôncavo da sua memória.

Não me procure. Não pergunte por mim aos amigos, nem deixe recados na minha caixa postal. Eu não vou retornar, não vou aparecer e eles não saberão nada de mim. Eu quero sumir e vou sumir...  E ninguém poderá me fazer mudar de idéia...