domingo, 8 de agosto de 2010

Filosofando sobre o amor numa tarde de domingo...


Penso o amor como um transbordamento daquilo que sentimos por nós mesmos... Quando nosso "auto-amor" chega a um limite tal de transbordar, podemos dedicar "isso que temos a mais" a um outro alguém que, se bem pensarmos, reflete de algum modo algo de nós mesmos: humor, beleza, liderança, dinheiro... Seja aquilo que temos (ou somos) e queremos aprimorar, seja aquilo que desejamos (e não possuímos), mas gostariamos de conviver com. 

Mas, as decepções, por certo, vão pouco a pouco diminuindo essa "taxa de amor inata" que levamos no peito e, quando chegamos ao ponto crítico de olharmos ao espelho e não gostarmos mais do que vemos, é porque chegou a hora de parar, de deixar a poeira baixar e a dor diminuir para que o amor (por si mesmo) volte a florecer. Uma tempestade pode demorar, mas ela nunca é eterna. 

Penso dessa forma, ainda que esteja no olho do furacão... Uma hora ele vai perder forças e é bem provável que encontre, onde ele me levar, algum pedaço de terra boa onde possa tentar plantar novas flores. Eu não sei se elas florecerão, mas com certeza já saberei novas técnicas de plantio.

sábado, 7 de agosto de 2010

Palavras sábias de um alguém que sabe


A dor do amor é só um degrau em busca de nós mesmos e de nossa alegria de viver... 

O amor tem muitas faces, fases, cores... Amor roxo deixa a gente zonza, perdida, decepcionada... Mas com o tempo aprendemos (e isso só vem mesmo com a idade) que a maior capacidade de amar está em nós mesmos, que amamos muito porque somos grandes... Só quem ama grande sofre grande... É o preço da felicidade que temos que pagar porque assim sentimos... 

Mas acredite, não vale a pena cavar fundo, porque fundo não há, é só o buraco humano mesmo... 

Ame de novo! Ame muito! Ame quem muito lhe ama!

(Bernadete Porto)

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Saudade

"Saudade palavra triste quando se perde um grande amor...", mas ela fica mais triste quando temos a sensação que estamos perdendo a nós mesmos... Quando nos olhamos ao espelho e já não somos mais capazes de reconhecer aquilo que outrora nos definia.

Onde ficou a Esperança? Onde está aquela velha energia que me tomava o espírito quando via os primeiros raios de sol da manhã? Por onde anda minha alegria e meu sorriso espontâneo?

A saudade, porém, é a única prova de que, pelo menos por um instante, fomos tocados por Deus e presenteados com o mais nobre dos sentimentos: o amor.

Mas dói quando sentimos saudades de nós; quando percebemos que agora só nos resta uma sombra daquele ser bonito e cheio de vida que outrora fomos...