domingo, 8 de agosto de 2010

Filosofando sobre o amor numa tarde de domingo...


Penso o amor como um transbordamento daquilo que sentimos por nós mesmos... Quando nosso "auto-amor" chega a um limite tal de transbordar, podemos dedicar "isso que temos a mais" a um outro alguém que, se bem pensarmos, reflete de algum modo algo de nós mesmos: humor, beleza, liderança, dinheiro... Seja aquilo que temos (ou somos) e queremos aprimorar, seja aquilo que desejamos (e não possuímos), mas gostariamos de conviver com. 

Mas, as decepções, por certo, vão pouco a pouco diminuindo essa "taxa de amor inata" que levamos no peito e, quando chegamos ao ponto crítico de olharmos ao espelho e não gostarmos mais do que vemos, é porque chegou a hora de parar, de deixar a poeira baixar e a dor diminuir para que o amor (por si mesmo) volte a florecer. Uma tempestade pode demorar, mas ela nunca é eterna. 

Penso dessa forma, ainda que esteja no olho do furacão... Uma hora ele vai perder forças e é bem provável que encontre, onde ele me levar, algum pedaço de terra boa onde possa tentar plantar novas flores. Eu não sei se elas florecerão, mas com certeza já saberei novas técnicas de plantio.

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