A cada gota de água que do céu cai, esfriando lentamente o braseiro desta terra seca e pobre, a esperança reacende no coração de cada um destes homens e mulheres sofridos, de expressão tão árida quanto o chão em que pisam e que lhes constitui…
Água fria… água que lava a lágrima de dor do rosto do caboclo sertanejo que assiste impotente à queima da vegetação e a agonia lenta de morte que se espalha pelos campos…
Água da alegria, que, ao tocar o chão em brasa, faz subir um cheiro forte de esperança… Cheiro da ressuscitação da própria vida… Cheiro da terra que renasce... Cheiro da continuação.
Bendita seja a água da chuva! Bendita seja aquela que molha a terra morta do Siara Grande e trás de volta o sorriso de alívio daqueles que vivem pelos lados de cá.
Paixão é uma porra louca, que por vezes tentamos fugir para que ela não nos pegue e ela fica soprando em nossos ouvidos com um nome, um endereço, uma estória, um amor e junto sempre uma dor. Uma dor que a princípio é só de um, mas ela decide se dividir e se torna dor para dois. Um de lá e um de cá; ambos tentando fingir que as coisas estão no seu padrão mais que normal dos acontecimentos e omitem o que rasga a alma, escondem as lágrimas e, na madrugada, acabam por se encontrar em sonhos que eu julgo reais, nos quais eles se vêem, se acariciam, se amam e se enroscam nos desejos que só suas mentes mantêm.
Eu racional digo que ela é uma menina de alma velha, que pode não ter vivido grandes e longos momentos, mas que faz de cada momento “grandes” para ela. Porque ela sempre acredita no amor, e não importa em que amor ela acredite, basta que o tenha, porque o coração dela diz: - Quem tem a capacidade de amar o que quer que seja, há de ser sempre um bom homem.
Eu racional digo que ele é um bom homem e segue bons passos, que o seu passado já não o interessa, mas que o seu presente forma sempre um bom futuro. Ele tem um coração bem vermelho, tem uma alma doida e cheia de boas energias. E no coração dele tem uma sementinha pequena e linda que parece brotar a cada dia e essa sementinha, mal sabe ele, é apenas o começo do melhor amor que ele aprenderá a sentir.
Eu racional digo que ambos se cruzaram por algum motivo, talvez para o ensinamento que a “danada” da vida tenta sempre mostrar aos homens: aquilo que chamamos de respeito. E que seus corações se unem pelos seus desejos ternos e pelos seus sorrisos tão espontâneos. A simplicidade é notória em suas vidas e seus olhares são os mais doces. Juntos, eles absorvem pensamentos ocultos que acabam formando a estória de um romance que teve início marcado na cabeça dela e o fim só ele poderá marcar, porque ela vive para o rumo do sempre e ele para o rumo do amanhã.
Esqueça meu nome, meu endereço e telefone. Esqueça meu rosto, meu sorriso, minha voz. Esqueça de mim, por favor, esqueça. Não se sinta constrangido se passar por mim na rua e não me cumprimentar. Na verdade, eu até agradeceria se o fizesse, porque também não falarei com você.
Eu quero desaparecer da sua agenda, da sua memória e da sua vida. Não me lembre do seu aniversário, não me chame para sua festa, não ponha meu nome na lista de confraternização. Não quero participar de nada, não quero nada, só quero sumir, virar sombra, verbo no passado, lembrança perdida, silêncio. Eu quero ser passado; me deixe ser passado! Mas passado distante; aquele já perdido no recôncavo da sua memória.
Não me procure. Não pergunte por mim aos amigos, nem deixe recados na minha caixa postal. Eu não vou retornar, não vou aparecer e eles não saberão nada de mim. Eu quero sumir e vou sumir... E ninguém poderá me fazer mudar de idéia...
Solidão é para aqueles que não conseguem reconhecer o amor nos olhos daqueles que lhes veem com carinho.
Solidão é para os duros de coração, que preferem respirar o ar da louca
vida a se entregar aos braços tranqüilos daqueles que os desejam acolher.
Solidão é para quem não reconhece a importância de dar para receber
todo o amor que existe no mundo.
O homem colhe aquilo que planta! Semeie discórdia e terás guerra; semeie
a paz e terás vida…
Pelo medo de se prender e se perder de si e de seus valores
individualistas e egocêntricos, o homem está se perdendo dos demais,
refugiando-se em seu espaço celular e no mar de solidão onde é rei e soberano
de si.
Por medo de dividir, de compartilhar, de sentir que algo lhe está sendo subtraído, o homem perde a
possibilidade de somar, multiplicar e de conviver.
Ninguém faz nada sozinho: a humanidade é uma rede de seres inter-relacionados.
Amizade e amor são duas coisas que não têm
preço, mas para alcançá-los, temos antes que aprender a largarmos de nós mesmos
para nos aventurarmos pelo paraíso de estarmos juntos.
Penso o amor como um transbordamento daquilo que sentimos por nós mesmos... Quando nosso "auto-amor" chega a um limite tal de transbordar, podemos dedicar "isso que temos a mais" a um outro alguém que, se bem pensarmos, reflete de algum modo algo de nós mesmos: humor, beleza, liderança, dinheiro... Seja aquilo que temos (ou somos) e queremos aprimorar, seja aquilo que desejamos (e não possuímos), mas gostariamos de conviver com.
Mas, as decepções, por certo, vão pouco a pouco diminuindo essa "taxa de amor inata" que levamos no peito e, quando chegamos ao ponto crítico de olharmos ao espelho e não gostarmos mais do que vemos, é porque chegou a hora de parar, de deixar a poeira baixar e a dor diminuir para que o amor (por si mesmo) volte a florecer. Uma tempestade pode demorar, mas ela nunca é eterna.
Penso dessa forma, ainda que esteja no olho do furacão... Uma hora ele vai perder forças e é bem provável que encontre, onde ele me levar, algum pedaço de terra boa onde possa tentar plantar novas flores. Eu não sei se elas florecerão, mas com certeza já saberei novas técnicas de plantio.
A dor do amor é só um degrau em busca de nós mesmos e de nossa alegria de viver...
O amor tem muitas faces, fases, cores... Amor roxo deixa a gente zonza, perdida, decepcionada... Mas com o tempo aprendemos (e isso só vem mesmo com a idade) que a maior capacidade de amar está em nós mesmos, que amamos muito porque somos grandes... Só quem ama grande sofre grande... É o preço da felicidade que temos que pagar porque assim sentimos...
Mas acredite, não vale a pena cavar fundo, porque fundo não há, é só o buraco humano mesmo...
"Saudade palavra triste quando se perde um grande amor...", mas ela fica mais triste quando temos a sensação que estamos perdendo a nós mesmos... Quando nos olhamos ao espelho e já não somos mais capazes de reconhecer aquilo que outrora nos definia.
Onde ficou a Esperança? Onde está aquela velha energia que me tomava o espírito quando via os primeiros raios de sol da manhã? Por onde anda minha alegria e meu sorriso espontâneo?
A saudade, porém, é a única prova de que, pelo menos por um instante, fomos tocados por Deus e presenteados com o mais nobre dos sentimentos: o amor.
Mas dói quando sentimos saudades de nós; quando percebemos que agora só nos resta uma sombra daquele ser bonito e cheio de vida que outrora fomos...
Para nascer em nosso jardim, uma planta não necessariamente precisa de nossos esforços, de intencionalidade. Pode que a plantemos, mas, geralmente, o pólen viaja pelos ventos e ao encontrar terra boa, germina. É a mágica da vida. Mas para que a planta vingue, aí sim, é necessário que cuidemos dela.
O amor nasce do mesmo jeito. Dois corações circulam pelo vento; semente e terra que se encontram e se envolvem. Não precisam fazer nada. Apenas se apaixonam. Sem plano, sem perspectiva. Apenas acontece. É a mágica do amor… Mas para mantê-lo, o jardineiro terá que tomar os devidos cuidados para que a planta não pereça.
Uma planta precisa de água. Se não colocamos na quantidade e periodicidade corretas, ela secará; mas, se colocamos em excesso, a terra ficará encharcada e as raízes apodrecerão…
Entendo a água como o carinho. É o carinho que rega a relação. Sem carinho, a semente do amor plantada no coração do outro secará. Mas, se o carinho for excessivo, por certo a outra pessoa acabará se afogando nele e a semente de amor apodrecerá.
Uma planta precisa de terra e adubo que fixarão as raízes e permitirão que a planta se desenvolva e dê frutos.
Entendo a terra e o adubo como a confiança. É na confiança que o amor fixa suas raizes. Se o amor for muito aerado, ou seja, se a pessoa simplesmente não dá sinais que se importa, a outra se sentirá pouco valorizada, pouco amada; entretanto, se o amor for muito compacto, se a pessoa prende em demasia o outro com seus ciúmes, por certo ele sufocará juntamente com o amor que sentia.
Por fim, uma planta precisa de sol. É o sol quem lhe propiciará a fotossíntese. Sem ele, a planta não reproduz e não lança novas sementes ao vento. Mas temos que tomar o cuidado de não lhe expor demais; em excesso, o sol queimará as folhas da plantinha.
Para mim, o sol é atenção. É ela que aquece as relações. Na ausência, esfria; mas em excesso, queima.
Mas, aos meus olhos, o que mais assemelha planta e amor é o fato de que para ter um ou outro em nossas vidas, devemos efetivamente desejar isso para nós. Se lançamos sementes de amor em corações secos, só colheremos morte. Amor e planta demandam cuidados; sem o desejo prévio, cuidaremos do amor e da planta de qualquer jeito... E ambos acabarão por perecer...
E vale lembrar: se uma planta morre, não há mais nada que se possa fazer. O jeito é arrancar os galhos secos, jogar fora e começar tudo de novo. Lembrando também que se havia um pé de café numa terra e ele morreu, plante qualquer outra coisa, menos café novamente. Essa terra já não serve para café.
Um amor só pode estar no peito de uma pessoa uma vez. Se ele está lá, cuide! Se ele morrer, desista. Esqueça e siga em frente. Procure novas plantas. Procure novas terras. E na hora de escolher, lembre: exitem plantas mais delicadas, outras nem tanto. Pense no que deseja e voe, semente!
Quando depositamos muita confiança ou expectativas em uma pessoa, o risco de nos decepcionar é grande. As pessoas não estão neste mundo para satisfazer as nossas expectativas, assim como não estamos aqui para satisfazer as dela. Temos que nos bastar… nos bastar sempre e quando procuramos estar com alguém, temos que nos conscientizar de que estamos juntos porque gostamos, porque queremos e nos sentimos bem, nunca por precisar de alguém. As pessoas não se precisam, elas se completam… não por serem metades, mas por serem inteiras, dispostas a dividir objetivos comuns, alegrias e vida.
Com o tempo você vai percebendo que para ser feliz com outra pessoa, você precisa, em primeiro lugar, não precisar dela. Percebe também que aquela pessoa que você ama e não quer nada com você, definitivamente, não é o homem ou mulher da sua vida. Você aprende a gostar de você, a cuidar de você e, principalmente, a gostar de quem também gosta de você. O segredo é não correr atrás das borboletas... É cuidar do jardim para que elas venham até você. No final das contas, você vai achar não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você... (autor desconhecido)