quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Por amor ao Ceará



A cada gota de água que do céu cai, esfriando lentamente o braseiro desta terra seca e pobre, a esperança reacende no coração de cada um destes homens e mulheres sofridos, de expressão tão árida quanto o chão em que pisam e que lhes constitui…
Água fria… água que lava a lágrima de dor do rosto do caboclo sertanejo que assiste impotente à queima da vegetação e a agonia lenta de morte que se espalha pelos campos…
Água da alegria, que, ao tocar o chão em brasa, faz subir um cheiro forte de esperança… Cheiro da ressuscitação da própria vida… Cheiro da terra que renasce... Cheiro da continuação.
Bendita seja a água da chuva! Bendita seja aquela que molha a terra morta do  Siara Grande e trás de volta o sorriso de alívio daqueles que vivem pelos lados de cá.