domingo, 24 de abril de 2016

Coisas do ponto final...




Me sinto estranha.
Tantas vezes me pego a me questionar:
O que estou fazendo?
Mas não consigo evitar, não consigo mudar o curso de minhas escolhas.
Vejo o sofrimento dele. 
Vejo. Sinto. E me pergunto o que fazer...

Meu eu altruísta diz: console-o!
Conforme-se e abstenha-se dessas emoções.
Dê a ele o que lhe pede.
Esteja com ele, fique ao seu lado, conforte-o.
Altruísmo de coração.

Meu eu racional diz: voe, passarinho, voe!
Tu não controlas os sentimentos do outro…
O único poder que tens nesta vida é aquele sobre teus próprios sentimentos.
Que garantias tens que tua abnegação trará a ele a felicidade?
A única felicidade que podes garantir é a tua.

Meu eu altruísta replica: há de pagar caro pelo egoísmo que cultiva!
Nenhum sofrimento passa impune pelas regras dessa vida.
Console-o e conforme-se.
Os compromissos que você assumiu no passado não somem ao seu desejo…

Meu eu racional insiste: voe, passarinho, voe mais alto!
Descubra esse mundo de emoções que te foi negado!
Entrega-te aos prazeres que possas sentir!
E sinta-os com toda intensidade que tua intempestividade te permita.

Meu eu altruísta não cala: abnegue-se!
Faça suas as lágrimas do rosto dele.
Você é forte! Já conhece a fórmula do viver melhor.
Tantas vezes já morreu. Na mesma quantidade, reviveu. 

Meu eu racional não desiste: a vida é tão curta para ser desperdiçada…
Por que tu não tens o direito de ser apenas tu neste mundo?
Esqueça o futuro, ele não te pertence. Esqueça o passado, ele não pode ser modificado.
Pense no hoje, sinta o agora, feche teus olhos e deixa-te aos ventos do mar…

Tantas vozes.
Tantos sentimentos.
Apenas um caminho a seguir...

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