Às vezes sinto vontade de gritar. De sair pelas ruas esbravejando tudo o que sinto, odeio, quero, desejo, penso…
Devem ser os hormônios circulando por minhas veias, alertando-me que ainda estou viva.
Às vezes sinto vontade de largar tudo, de ir embora, começar de novo,
esquecer o passado, esquecer quem eu nunca fui e criar algo novo, um eu novo,
uma nova vida.
Devem ser os fantasmas do passado alertando-me que ainda existo.
Existo?
Quem sabe.
Às vezes dá vontade de não fazer nada.
Deve ser minha alma lembrando-me que eu sou quem sou e nunca deixarei de
ser esse ser intempestivo, mascarado por um ar de boa educação e gentileza.

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